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Blog pessoal de Paulo Varela – opinião e devaneios de um cidadão comum

Feira do Livro de Barcelos

A XXVII Feira do Livro de Barcelos, decorre entre 10 e 21 de Junho

Num e-mail um pouco confuso do Gabinete de Imprensa da CM de Barcelos recebi várias informações, algumas redundantes e outras um pouco incoerentes por exemplo quanto ao número de livros apresentados e o de espectáculos musicais (talvez ainda estejam indecisos…) mas mesmo assim consegui retirar a seguinte informação, que espero ser correcta, e que possa ser importante para alguns leitores:

A 27.ª Feira do Livro de Barcelos arranca na próxima quarta-feira, 10 de Junho, renovando a aposta feita no ano passado na literatura infantil. O certame estará patente no Jardim das Barrocas até ao dia 21 do presente mês e, pela primeira vez, irá abrir à tarde, a partir das 15 horas, para receber os alunos das escolas do concelho.

Leitura

Leitura

Organizada pela Empresa Municipal de Educação e Cultura e pela autarquia barcelense, o certame deste ano contará com um desfile das personagens dos livros infantis.

Por momentos, Barcelos vai-se transformar no mundo encantado das histórias de embalar, onde poderão ser encontradas as personagens da Disney: o Pato Donald e os seus sobrinhos, a Margarida, o Tio Patinhas, o Pluto e o Pateta, o Winnie the Pooh, a Pantera Cor-de-Rosa, o Peter Pan, o Rei Leão, o Pinóquio, a Pocahontas, o Aladino e muitos, muitos outros. Não faltarão as Princesas das histórias infantis: a Cinderela, a Branca de Neve, a Bela Adormecida, a Jasmin e a Pequena Sereia.

Princesas Disney

A juntar ao mundo da Disney, estarão outros personagens dos contos mágicos: a Carochinha, os Três Porquinhos, o Capuchinho Vermelho, o AliBábá, o Robim dos Bosques, e muito mais.

O Desfile de Histórias e Personagens do Mundo Encantado juntará mais de uma centena de personagens, no dia 14 de Junho à tarde. Depois, entre os dias 15 e 20 de Junho, todos os dias, às 15 e 21 horas, no recinto da Feira do Livro, haverá uma parada diária, com música e canções dos filmes e das histórias de encantar.

Em termos musicais, o destaque vai para a presença dos fadistas Pedro Moutinho, no dia 14, e Ana Sofia Varela, no dia 13, no âmbito do 2.º Encontro de Jovens Fadistas; O teatro também marcará presença ao longo do programa, com a comédia “As calcinhas amarelas”, de Tozé Martinho, a subir ao palco no primeiro dia 12 de Junho, pelas 22h30. (Isto são apenas alguns exemplos, para mais informações consultar o programa da 27ª Feira do Livro de Barcelos).

Na Alameda das Barrocas, estarão oitenta livrarias/editoras e mais de 40 mil livros a preços convidativos.

Pode ser visitada todos os dias, das 15h às 24 horas, com excepção dos sábados, em que o certame se prolonga até à 1 hora da madrugada.

Europeias 2009

Não vou escrever sobre o acto eleitoral que decorreu hoje, o qual só me lembrei quando vi na TV que tinham acabado de fechar as urnas…

Apenas para pensar…

José Milhazes apela à prática

Depois de ter estado constantemente atento ao blogue do jornalista correspondente na Rússia, José Milhazes, vejo-me obrigado a escrever novamente sobre o mesmo assunto que tenho vindo a abordar aqui. O inevitável “Caso Alexandra”.

Alexandra na Rússia

José Milhazes, teve há dias a oportunidade que muitos gostariam, principalmente a família de acolhimento de Alexandra, que foi a de se encontrar com a menina e ver em que estado ela se encontra, assim como as condições em que de repente se viu obrigada a viver.

Julgo, referindo-me ao autor do artigo que li, ter razão quando diz que já não discute a decisão do tribunal, penso que já está mais do que discutida e as entidades portuguesas nem se dão ao trabalho de falar do assunto. Mesmo não tendo nenhum poder neste caso perante a Rússia, poderiam sempre estabelecer um contacto informal no sentido de tentar ajudar na resolução deste caso, mas nem isso tenho visto! Um exemplo disso – os nossos políticos que obviamente estão mais preocupados com a campanha para as eleições europeias que se avizinham.

Faz-me uma certa confusão um país soberano que se impõem como uma super-potencia mundial, paralelamente não está minimamente preocupada com este tipo de vivências no seu próprio país, dando como justificação as razões que acaba de referir no seu artigo… Sou da opinião que as autoridades russas deviam ter mais acção e menos showbiz. Tapar os olhos às pessoas mostrando apenas que estão preocupados e nada fazerem não resolve os problemas de ninguém.

Quanto à sua sugestão penso que devem continuar os apelos (não confundir com pressões) por exemplo à Unicef, para que tente intervir no caso. Confesso que não sei como estão as relações entre esta Organização das Nações Unidas e a Federação Russa mas penso que não se perde nada em tentar esse caminho.

Dizem por aí que Alexandra neste momento vive como muitas outras crianças deste mundo, é um exemplo da “cultura ignorante” de certas pessoas, seria o mesmo que dizer, Alexandra é apenas mais uma, e mais uma menos uma é igual. Mas esquecem-se que estamos a falar de uma criança que foi salva quem sabe da morte aos 17 meses e encontrou a felicidade graças à boa gente que ainda existe neste pobre Portugal. Boa gente de depois de ter feito tudo pela felicidade de uma filha que não era sua, ainda é acusada de tudo e mais alguma coisa, de mentiras horríveis e inqualificáveis que nem vale a pena lembrar…

Fiquei com uma frase no ouvido – «A menina tem bom aspecto e ainda não entende o que se passa.» – e será que um dia irá entender? Será por isso que ela aparenta estar bem? Não vou dizer feliz pois pelas imagens que vi não senti felicidade nos seus olhos mas sim conformação. Mas no fundo a pequena ainda não sabe ao certo o que vai ser dela daqui em diante… Esperemos que o futuro seja risonho como foi até agora, e que as pessoas deixem de pensar que se trata apenas de mais um caso normal deste mundo pois não o é! Esta criança era feliz e foi privada da felicidade e futuro risonho que poderia ter apenas por caprichos da sua mãe, que insistiu em leva-la com ela, para junto da pobreza a que estava habituada a viver.

Outra coisa que não compreendo, porque é que tantos cidadãos russos são bem recebidos em Portugal quando chegam à procura de uma vida melhor, e esta pequena cidadã inocente que dizem ser russa perante as leis, não pode ficar em Portugal, justamente para ter uma vida melhor? Sinceramente não compreendo…

Bem haja pelo seu trabalho José Milhazes.

Um abraço,

Paulo Varela