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Blog pessoal de Paulo Varela – opinião e devaneios de um cidadão comum

Portugal – Qual a melhor opção de voto?

Em poucas palavras, coisas que eu não considero assim tão difíceis de perceber, mesmo para o mais comum dos mortais.. como eu:

(Sigam-se e corrijam-me se estiver enganado)

1. Governo de José Sócrates demite-se pelo facto de lhe terem chumbado o PEC IV. Foi um facto!

2. O chumbo do PEC IV ao desencadear a demissão do Governo, agravou ainda mais a situação de Portugal. Foi outro facto!

3. Governo demissionário, obrigado mesmo assim, a manter o exercício das suas funções e impedido de aplicar as medidas que havia estudado, é obrigado a solicitar a ajuda externa. Se tudo isso poderia acontecer à mesma? Se calhar podia, mas foi assim que aconteceu, portanto há culpados que não admitem que foram eles a desencadear toda esta situação. É mais um facto!

4. Portugal pediu ajuda externa e não há volta a dar a não ser negociar as medias a adoptar. Há muita gente que ainda não percebeu isto e continua a brincar ao ser do contra e a exigir estar a par de tudo via “pombos correio”.

5. Partidos que não aceitam negociar com a Troika recusam-se assim a ajudar Portugal a resolver os seus problemas.

6. Votar numa força política que não aceita negociar as medidas a adoptar, junto com a Troika, é pura perda de tempo. Para não dizer uma opção idiota!

7. PS aposta numa campanha de comunicação rigorosa (já começou no congresso) para fazer passar a sua mensagem. A mensagem de que está disponível para continuar a governar mesmo depois de tudo, mesmo tudo o que aconteceu, ao país e aos seus. Assim como suspeitas de corrupção, escandalos, etc.

8. PSD continua com uma atitude “envergonhada”, frouxa e confusa. Grandes nomes do partido de fora da corrida, contradições, inexperiencia do seu líder, etc.. Muita ambiguidade a meu ver!

Conclusão:
O PSD não me convence e os partidos minoritários nem vale a pena falar.
O PS é o único que, se quiser, tem toda a capacidade para rectificar e repensar muita coisa e fazer muito do que talvez possa não ter feito nestes 5 anos. E no final poderá apresentar os resultados como factos, acrescentando-os àqueles que de bom já tem. Não esquecer que Portugal teve, apesar de tudo, uma grande evolução tecnológica (e não só) nestes anos de Governo Socialista. Por exemplo, quem não gosta de “meter o IRS pela net?” Eu faço isso e muito mais na comodidade do meu lar, graças também ao “Zé”!

É a oportunidade de José Sócrates mostrar o que vale, ao país e ao mundo! Será que consegue senhor Engenheiro?

A crise é relativa

Acabei de ouvir esta frase numa reportagem da RTP, foi nesse momento que comecei a escrever este artigo. Realmente não podia ser mais verdade, a crise não é mesmo para todos! Existem várias pessoas a dizer o mesmo e as que mais o dizem são aquelas a quem a crise chega com mais gravidade.

Algumas até, visivelmente indignadas com o facto da crise não chegar a todos, nomeadamente a quem lhes provocou toda esta crise, os patrões, os políticos, todos os altos cargos que serviram para muita gente amealhar milhões de euros ao longo destes anos. Um dia o dinheiro havia de acabar! Todos esses não estão nem irão estar em crise pois grande parte do dinheiro que falta actualmente a muita gente, está no bolso dessas pessoas.

Uma outra parte foi gasta em infra-estruturas, necessárias ou não, todas elas foram feitas e continua-se a projectar ainda mais. Dou o exemplo das Scut, as chamadas autoestradas sem custos para o utilizador, que foram feitas num momento em que o país podia suportar esse método, neste momento parece-me ter sido um erro, um erro que pode ser corrigido… colocando portagens para tentar reaver algum desse dinheiro gasto, já que não é possível ir buscá-lo ao bolso dos senhores das concessionárias que receberam e continuam a receber milhões de euros do estado português.

Podia alongar-me com mais exemplos mas já dá para ter uma ideia e acho que não vale a pena falar nos buracos financeiros provocados por alguns senhores que eram donos de uns bancos…

Para terminar deixo a minha opinião apenas numa frase, a crise só vai terminar de uma vez por todas quando as pessoas souberem repartir o dinheiro pelos outros, em vez de o amealharem (ou seria mais correcto dizer roubarem?) uns aos outros! Eu até lá, tal como vocês, vou ter de continuar a pagar os meus impostos.

Cinco formas de contornar a crise

Nem tudo na crise é mau. O abrandamento económico tem surgido como uma oportunidade de negócio para algumas empresas. Um exemplo é a Google Inc. A empresa que gere o maior motor de busca do mundo quer ajudar as pequenas e médias empresas (PME) a contornar a actual conjuntura adversa. Veja a notícia completa no Jornal de Negócios.