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Blog pessoal de Paulo Varela – opinião e devaneios de um cidadão comum

O país, perdão, o nariz já está a crescer

O país, perdão, o nariz de Pedro Passos Coelho já está a crescer, falta fazer o mesmo ao país!

Todos alguns lembram-se que no dia 1 de Abril passado, o agora primeiro ministro (na altura quase candidato pois Sócrates já se havia demitido) anunciou que o corte do 13º mês era «um disparate», mal sabíamos que afinal era apenas a tradicional mentira daquele dia do mês.

 

E se todos assumissem a culpa?

Já pensamos na hipótese de todos os portugueses também terem culpa no estado a que o país chegou?

Basta para isso analisar o número de pessoas que têm dívidas à segurança Social, ao Fisco, a chamada economia paralela, etc..

E no sector da saúde, quantas pessoas não têm medicamentos comparticipados pelo estado porque existe quem lhes passe receitas em nome de pensionistas? Tudo isso não tem a sua impacto nas finanças publicas?

Algumas medidas de austeridade resultantes do acordo com a Troika

SÓCRATES ANUNCIA RESGATE DE 78 MIL MILHÕES

Nunca tanta gente esteve atenta à televisão à espera “ver o pacote” do Primeiro Ministro. Ou melhor, o pacote de medidas acordado entre a Troika e o Governo de Portugal. Afinal, aparentemente, não é tão austero como se previa, mas na realidade pode vir a ser… Esperemos para ver os resultados e, arcar com eles!

Vejamos um resumo feito pelo Diário Económico, jornal do qual retirei os links constantes neste artigo:

Entre as medidas impostas pelo memorando de entendimento, a que o Diário Económico teve acesso, fechado entre o Governo e a ‘troika’ está um corte progressivo nas pensões acima dos 1.500 euros, uma redução do tempo de duração e das prestações do subsídio de desemprego, uma penalização da propriedade e promoção do mercado de arrendamento, um pacote de 12 mil milhões para a banca reforçar capitais e uma ambiciosa agenda de privatizações (EDP, TAP, Correios, ANA, REN e os seguros da Caixa Geral de Depósitos)

TAP, EDP E REN SÃO PARA PRIVATIZAR NA TOTALIDADE JÁ ESTE ANO

É uma medida que retirará muito poder macroeconómico ao estado, tal como já aconteceu no passado, o que não é nada benéfico para o futuro, mas tem de ser feita sob pena de não haver alternativa com menos impacto no contribuinte. Só espero é que não sejam na sua grande maioria grades capitais estrangeiros a adquirir as participações do estado nestas empresas, principalmente a EDP e a REN. São empresas estratégicas cujos rendimentos estão assegurados e com perspectivas de evolução praticamente garantidas. Seria bom que os dividendos desse sector ficassem em Portugal.

REDUÇÃO DE PESSOAL NO ESTADO É PARA CONTINUAR

É uma medida inevitável caso contrário outra solução teria de pagar esta fatia da dívida. Em qualquer parte do mundo, quem não tem possibilidades para pagar tantos ordenados faz uma redução dos mesmos.

GOVERNO TEM 12 MIL MILHÕES PARA INJECTAR NOS BANCOS NACIONAIS

Com o objectivo de não deixar que o sector bancário entre em ruptura à semelhança do que aconteceu com o da Grécia. Esse foi certamente a preocupação dos envolvidos ao negociar esta medida. Poderá a banca continuar a financiar as nossas empresas e contribuir assim para a estabilidade da nossa economia.

BPN SERÁ VENDIDO ATÉ JULHO E NÃO TEM PREÇO MÍNIMO

Tomo isto, e aplaudo, como uma forma de arrumar de uma vez por todos com o caso do BPN. Poderá haver outra razão mas este caso já me mete fastio e nem quero falar sobre ele…

DESEMPREGADOS SÓ VÃO TER SUBSÍDIO DURANTE 18 MESES

Dezoito meses é tempo suficiente para pensar e repensar uma nova forma de vida e arranjar solução, no mesmo ou em outro ramo de actividade. Por experiência própria o digo – parar é morrer! Temos pena que seja assim mas o Estado não pode ser continuamente o “papá” dos que não querem trabalhar. O desemprego existe mas também existe aquele que não quer trabalho, quer emprego! E pior é aquele que quer que o Estado resolva todos os seus problemas em vez de se “fazer à vida”.

Por fim cito a opinião do Senhor Director (António Costa) do jornal que consultei para escrever este artigo, com a qual concordo e vai de encontro ao que eu disse no artigo anterior, e que, chamando este pacote de medidas de PEC V escreve o seguinte:

O PEC V vai ‘doer’? Vai, sem dúvida. Os partidos que se vão apresentar às eleições de 5 de Junho têm, aqui, uma oportunidade única para ficarem na história. Com a permanente ‘assistência técnica’ do FMI e de Bruxelas, que por cá passarão os próximos anos a fiscalizar todos os actos e omissões do Governo, os portugueses poderão olhar para o futuro com esperança. (…)