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Deita cá para fora!


A publicidade TMN das duas uma, ou é um bocado erótica ou então um pouco nojenta, se pensarmos um bocadinho sobre o «deita cá para fora».

Senão vejamos, caso tenham uma mente perversa bastante fértil, podem pensar que o boneco está a pedir para deitar alguma coisa cá para fora, ainda por cima agora que o governo aprovou o casamento homossexual (que muita gente insiste em chamar de casamento gay) é ainda mais provável que haja alguém suficientemente há vontade para se saír com uma dessas, seja dirigido a homens ou mulheres… ainda para mais no Carnaval.

Por outro lado, caso a noite de ontem tenha sido mais longa do que esperavam e tenham abusado nos líquidos que, quando consumidos em excesso diminuem a capacidade motora e de equilíbrio corporal, pode acontecer que tenham acordado com uma vontade de deitar alguma coisa cá para fora hoje de manhã… Tem alguma lógica não?!

Lá está a velha máxima, a Língua Portuguesa é mesmo muito traiçoeira!

A partir das 21 na RTPN

dinheiro

Sim concordo! Acredito que a medida possa atenuar um bastante a discrepância entre ricos e pobres, aliás, ricos não, milionários à custa da vigarice. Mas trata-se de uma vigarice “permitida”, não propriamente pela lei mas pelos meios que existem para o fazer. Se eu posso ter 100 milhões na minha conta porque é que vou ter apenas um milhão?! Quem disser que nunca faria isso é mentiroso e hipócrita, pois se estivesse numa situação idêntica e tivesse como o fazer, tenho a certeza que o faria! Eu não acredito em santinhos, pelo menos cá na terra… Devem estar a pensar – então tu também o farias? – sim, a resposta é sim! Espero amanhã não ter a PJ à minha porta…

Agora uma coisa é certa, há que ter em atenção uma coisa muito importante, a corrupção! Não adianta tomar esta medida se quem a aplicar “fechar os olhos” a certas pessoas quando for altura de a aplicar…

O Prof. Cavaco Silva é um homem inteligente e está atento ao que o Governo anda a fazer, não vou criticar agora o Governo pois não quero falar sobre isso e não é o tema em causa, mas quando o chefe máximo deste país promulgou a lei sabia certamente o que estava a fazer pois não teve nenhum problema em vetar outras, algumas mais que uma vez!

Raúl Solnado – Pequena Homenagem

Antes de mais quero pedir desculpa ao próprio Raúl Solnado pois não ele podia ouvir falar na palavra “homenagem”. Mesmo assim sinto-me obrigado a fazer esta pequena referência a um Homem com uma nobreza interior inigualável e uma capacidade nata para o Humor.

O homem que por vezes parecia ser triste e algo melancólico, julgo que no fundo se sentia feliz quando sabia que as suas palavras causavam alegria a quem o ouvia. Digo-o sabendo do que falo. Tive horas menos boas na vida e ele foi um dos que me conseguia arrancar um sorriso, um (pequeno que fosse) sentimento de felicidade e de que existem coisas boas na vida. E é dessas que devemos cuidar pois as más não vale a pena alimenta-las, assim elas acabarão por morrer.

Como diz Nuno Markl, Solnado não gostava de homenagens lamechas, mas nestas alturas ninguém que o tenha admirado ao longo da sua carreira, consegue ficar indiferente e nem escrever sequer umas palavrinhas sobre ele, mesmo que seja no twitter.

Pequena Beatriz Monteiro Imparável

Gostaria de deixar aqui uma pequena referência a uma pequena grande actriz que já é conhecida dos ecrãs através da série da RTP1Pai à Força”, onde faz o papel de (curiosamente) Beatriz, a irmã mais nova de três crianças órfãs de pai e mãe, vítimas de acidente de viação, que ficaram a cargo de um amigo, a pedido do pai que caso lhe acontecesse alguma coisa, deixou escrito para que os seus filhos ficassem com o seu antigo colega de orfanato “Miguel”, personagem bem interpretada por Pepê Rapazote, um conceituado cirurgião plástico, que se vê obrigado a mudar a sua maneira de ser quando de repente se vê “tio” de 3 crianças e descobre que afinal até gosta mesmo dos miúdos. Mas o futuro não parece ser fácil, se estiverem curiosos vejam a série, todas as semanas, à sexta à noite!

Mas a pequena Beatriz Monteiro não se fica por aí, tendo já participado, segundo o seu site oficial, na curta-metragem «A Fonte dos Desejos» e em longas-metragens de Leonel Vieira, estreou-se recentemente no espectáculo «Tom & Huck», em cena no Jardim Botânico em Lisboa, com a personagem Huckleberry Finn e pelo que tenho lido está a divertir-se imenso. Parabéns, pois com dez anos penso que está no bom caminho!

Beatriz Monteiro nos autógrafos
Beatriz Monteiro nos autógrafos

Fonte e Imagens: Site Oficial da Beatriz Monteiro

Pelo que vi na TV estes dias eu tinha razão no meu anterior texto sobre este assunto. A menina nunca devia ter sido entregue à mãe biológica como se de uma “herança ascendente” se tratasse! Recordo que o Juiz alegou que os laços maternais deveriam prevalecer, para tomar essa decisão, logo deduz-se que uma menina de 6 anos foi tratada como se de um objecto ou imóvel se tratasse, sendo entregue à mãe que a tinha abandonado anteriormente, a quem tinha sido retirada por maus tratos, como se a criança fosse dela por direito. Interessante forma de ver como se trata uma criança…

Viu-se nas imagens televisivas a forma como a mãe a trata na Rússia, argumentando, passo a citar «mas que raio de educação foi esta que lhe deram?». Alguém que explique a essa senhora, pois eu não sei falar Russo, que o problema não está na educação (e carinho) que lhe deram mas sim na educação (e carinho) que ela não sabe dar-lhe, o problema é que ela não sabe lidar com a filha!

CriançasTodas as crianças precisam de ser tratadas com carinho, certo que não podem sempre fazer tudo o que elas querem, também não acho que devam ser maltratadas só porque querem ir ter com um simples irmão, neste caso, irmã. Ouviu-se em português perfeito, que a menina queria ir ter com a irmã, provavelmente a única pessoa naquela casa que deve imaginar o que ela está a sentir, pois é filha da mesma mãe, e que é capaz de ter um pouco de afecto para lhe dar.

Para quem não tem acompanhado o caso lembro que em causa estão duas decisões judiciais contraditórias. O Tribunal de Barcelos considerou que a mãe não tinha condições para educar a menor que chegou mesmo a comparecer alcoolizada em sessões no tribunal. Já o Tribunal da Relação de Guimarães considerou que os laços mais biológicos deviam prevalecer, obrigando a entrega da menor à mãe alcoólica… perdão, biológica.

Há quem argumente e com razão que não se pode confundir acolhimento com adopção, mas neste caso penso que esse argumento é automaticamente invalidado pelos problemas, ou melhor, factos, a ele inerentes, já descritos acima, na imprensa e no meu post anterior.

Para terminar fica mais um argumento para sustentar a minha opinião em relação a este caso. Diz a declaração Universal dos Direitos da Criança, de que Portugal é um dos subscritores:

A criança deve – em todas as circunstâncias – figurar entre os primeiros a receber proteção e auxílio.” … “A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração.” … “O interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação” … “A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade … num ambiente de afecto e segurança moral e material” … “A sociedade e as autoridades públicas terão a obrigação de cuidar especialmente do menor abandonado ou daqueles que careçam de meios adequados de subsistência.”