Tag Archives: menina russa

Uma visão com acção pode mudar o mundo

Alguém ainda consegue alegar, tal como eu já vi, que o caso do post anterior é apenas e só um de vários casos? Então que fiquem quietos e deixem morrer o mundo lentamente…

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Rússia tem a sua razão no caso Alexandra

Já foi mais que dito por diversa gente que a culpa principal de a pequena Alexandra ter sido entregue à mãe biológia, que imediatamente a levou para a Rússia (para viver numa degradada casa em Pretchistoe), foi do Tribunal da Relação de Guimarães, resumindo… do estado português.

Também foi culpa do estado português, o facto de a menina ter ficado tanto tempo entregue a um casal de acolhimento, quando o ideal, para não vincular muito as relações afectivas, facilitando assim a altura da separação, seria ter acelerado o processo dando-lhe toda a atenção que ele merecia, a minha opinião é que não mereceu praticamente nenhuma… Tal como ouvi alguém recentemente dizer na TVI, será que o estado trata os filhos dos imigrantes de forma diferente?!

Autoridades Russas têm razão

Consta que as autoridades Russas resumem numa frase apenas e com razão, tudo aquilo que têm a dizer a Portugal sobre o assunto, sendo algo deste género: Vocês tiveram a criança durante seis anos, não resolveram nada e mandaram-na para cá, agora querem-na de volta? Não confundir o Estado (Justiça) com as pessoas que se preocupam com a Alexandra pois são essas as que mais querem a menina de volta, o Estado Português por vontade própria esqueceria o assunto, mesmo sabendo que disso depende o futuro de uma criança! Chama-se a isso lavar as mãos e agora a Rússia que resolva o problema… É nisso que eu lhes dou uma certa razão! A Rússia não tem culpa nenhuma que Portugal tenha cometido um erro ou que não tenha tido a devida competência para resolver ou arranjar uma solução mais… humana para este caso!

As proprias autoridades locais disseram à SIC que «Portugal é que a enviou para cá» acrescentando ainda que «não acreditam que um Tribunal Russo fizesse isso a uma criança»! Qualquer pessoa entende que por eles a menina nunca teria ido para a Rússia. Isso leva-me a pensar que Portugal tem muito que aprender com as “velhas potências mundiais” para se tornar num país mais evoluído… Estarei errado?

Natália visivelmente embriagada e desorientada

Notou-se durante a entrevista de Jozé Milhazes para a SIC que Natália estava visivelmente embriagada e pareceu-me desorientada, não quer vir para Portugal mas anda a tratar dos passa-portes… Porquê? Claramente Natália não sabe o que fazer à vida, como poderá ela dar um futuro a esta criança?

Alexandra feliz no infantário

O único local que tenho visto a Alexandra feliz é no infantário, onde juntamente com outras crianças brinca e se vai integrando porque sente a necessidade de ser feliz. Pelo menos lá penso que a criança é bem tratada! Não sei se tenho algum leitor psicólogo ou mais especialista nessa matéria, que possa explicar melhor isso mas julgo que seria pior caso a criança se tentasse refugiar, isolando-se dos colegas pois isso iria contribuir para uma tristeza muito maior.

Por último, e sem prever o fim desta história complicada, só espero (para o bem da criança) que não seja cometido o mesmo erro, como por exemplo, o de entregar a criança definitivamente, e desta vez, ao pai biológico, que nunca quis saber da filha, que já a quis vender por 30.000 EUR (!) , que sempre defendeu e ainda defende a mãe ao dizer que o que falam dela é tudo mentira, sabendo ele certamente que é tudo verdade. Para além disso, a própria Polícia da vila onde a menina vive agora afirma à SIC que não são apenas os vizinhos a se queixarem de Natália, até eles se queixam! Quando o jornalista lhes pergunta «E queixam-se a quem?», «A nós mesmos!…» – responde o Agente entre risos. Será que já é a Polícia que anda a inventar coisas ou a Natália e os seus “defensores” pensam que andamos todos a dormir?!…

foto: darussia.blogspot.com

foto: darussia.blogspot.com

Agora gostaria de deixar uma pergunta/sugestão no ar, será que no meio de tanta legislação, diplomacia, conceitos vagos de um tal “superior interesse da criança” que é constantemente ignorado por nem saberem o que ele diz, tanta gente a trabalhar em organismos públicos, falo de Portugal pois não conheço a Rússia, mas gostaria de me dirigir também a eles, não haverá ninguém inteligente, competente, humano, que se preocupe com esta criança e que saiba resolver o problema de uma vez por todas, mesmo que para isso tenha que “passar à frente” uma alínea de tanta lei por vezes idiota e vaga e interpretada de várias formas dependendo da pessoa que está a ser julgada, de conceitos que ninguém compreende, alguém capaz de dar um rumo melhor a tudo isto? Tudo pela felicidade de uma criança de seis anos?!

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José Milhazes apela à prática

Depois de ter estado constantemente atento ao blogue do jornalista correspondente na Rússia, José Milhazes, vejo-me obrigado a escrever novamente sobre o mesmo assunto que tenho vindo a abordar aqui. O inevitável “Caso Alexandra”.

Alexandra na Rússia

José Milhazes, teve há dias a oportunidade que muitos gostariam, principalmente a família de acolhimento de Alexandra, que foi a de se encontrar com a menina e ver em que estado ela se encontra, assim como as condições em que de repente se viu obrigada a viver.

Julgo, referindo-me ao autor do artigo que li, ter razão quando diz que já não discute a decisão do tribunal, penso que já está mais do que discutida e as entidades portuguesas nem se dão ao trabalho de falar do assunto. Mesmo não tendo nenhum poder neste caso perante a Rússia, poderiam sempre estabelecer um contacto informal no sentido de tentar ajudar na resolução deste caso, mas nem isso tenho visto! Um exemplo disso – os nossos políticos que obviamente estão mais preocupados com a campanha para as eleições europeias que se avizinham.

Faz-me uma certa confusão um país soberano que se impõem como uma super-potencia mundial, paralelamente não está minimamente preocupada com este tipo de vivências no seu próprio país, dando como justificação as razões que acaba de referir no seu artigo… Sou da opinião que as autoridades russas deviam ter mais acção e menos showbiz. Tapar os olhos às pessoas mostrando apenas que estão preocupados e nada fazerem não resolve os problemas de ninguém.

Quanto à sua sugestão penso que devem continuar os apelos (não confundir com pressões) por exemplo à Unicef, para que tente intervir no caso. Confesso que não sei como estão as relações entre esta Organização das Nações Unidas e a Federação Russa mas penso que não se perde nada em tentar esse caminho.

Dizem por aí que Alexandra neste momento vive como muitas outras crianças deste mundo, é um exemplo da “cultura ignorante” de certas pessoas, seria o mesmo que dizer, Alexandra é apenas mais uma, e mais uma menos uma é igual. Mas esquecem-se que estamos a falar de uma criança que foi salva quem sabe da morte aos 17 meses e encontrou a felicidade graças à boa gente que ainda existe neste pobre Portugal. Boa gente de depois de ter feito tudo pela felicidade de uma filha que não era sua, ainda é acusada de tudo e mais alguma coisa, de mentiras horríveis e inqualificáveis que nem vale a pena lembrar…

Fiquei com uma frase no ouvido – «A menina tem bom aspecto e ainda não entende o que se passa.» – e será que um dia irá entender? Será por isso que ela aparenta estar bem? Não vou dizer feliz pois pelas imagens que vi não senti felicidade nos seus olhos mas sim conformação. Mas no fundo a pequena ainda não sabe ao certo o que vai ser dela daqui em diante… Esperemos que o futuro seja risonho como foi até agora, e que as pessoas deixem de pensar que se trata apenas de mais um caso normal deste mundo pois não o é! Esta criança era feliz e foi privada da felicidade e futuro risonho que poderia ter apenas por caprichos da sua mãe, que insistiu em leva-la com ela, para junto da pobreza a que estava habituada a viver.

Outra coisa que não compreendo, porque é que tantos cidadãos russos são bem recebidos em Portugal quando chegam à procura de uma vida melhor, e esta pequena cidadã inocente que dizem ser russa perante as leis, não pode ficar em Portugal, justamente para ter uma vida melhor? Sinceramente não compreendo…

Bem haja pelo seu trabalho José Milhazes.

Um abraço,

Paulo Varela

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Alexandra, Sandra, Sasha, the names no matter

Because We Will Love You Forever and Ever…

Por equívoco da autora no vídeo pode ler-se 4 years old quando deveria ser 6 years old.

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Últimas sobre o caso Alexandra

Em Braga concentraram-se na tarde deste Domingo algumas dezenas de imigrantes russos e ucranianos que trabalham no nosso país, numa manifestação que visa exigir o regresso da criança ao país que a viu crescer.

A manifestação proporcionou muita emoção à solta e alguns actos mais radicais. Foi o caso de um cidadão russo que, em sinal de protesto, queimou o seu passaporte da Rússia. O cidadão tem a dupla nacionalidade, mas quer assumir apenas a portuguesa pois, segundo afirma, está envergonhado com a forma como as autoridades russas interferiram no caso.

Nikolai Svanidzé é um dos mais conhecidos membros da Câmara Social junto do Presidente da Rússia e este fim-de-semana em entrevista a José Milhazes, da Agência Lusa, teve o cuidado de salientar que, no “caso Alexandra”, os interesses da criança devem ser postos acima do “ponto de vista estatal-patriótico”.
«Se a mãe for tão terrível como se escreve, o destino da criança também será terrível», diz o conselheiro do Presidente Russo.

«Penso que temos forças e braços compridos, incluindo da Câmara Social, para acompanhar este caso. Mas se não se conseguir privar a mãe dos direitos maternais e ela continuar a humilhar a criança… pobre criança», referiu.
Nikolai Svanidzé não escondeu na sua entrevista que o problema da adopção na Rússia é “terrível”.
Sublinha ainda que «Todos nós falamos dos americanos que maltratam as nossas crianças por eles adoptadas. Se se comparar a percentagem de maus tratos em relação às nossas crianças nas famílias americanas e a percentagem de maus tratos e de mortes de crianças nas nossas famílias biológicas, para já não falar das famílias de acolhimento, a percentagem, falando suavemente, não nos é favorável».
«Trata-se de um problema ético, moral. A situação das crianças é pesadíssima, temos um baixo nível de responsabilidade paternal. Semelhantes situações são analisadas, no nosso país, do ponto de vista estatal-patriótico», lamentou.

Há ainda quem defenda que para «O bem de todos, a melhor solução passa pela mãe: Rússia deve aconselha-la a regressar pelo bem da filha e nós Comunidade, Estado e Pais afectivos garantir-lhe que as ajudaremos uma nova vida aqui.»

Fonte: Baseado num artigo da RTP

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