Procurar emprego no meio do desemprego

Procure um emprego disponível na sua região:

Actualmente encontrar emprego em Portugal não é uma tarefa propriamente fácil de concretizar. No entanto se procurarmos bem ainda existem vagas para determinados cargos divulgadas constantemente por uma grande quantidade de sites que se dedicam ao tema desemprego. Deixo-vos de seguida uma opção que permite ver algumas dessas vagas, podendo indicar a região onde vivem para obter resultados de pesquisa mais refinados:


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Vidros duplos e isolamento de telhados dedutíveis em IRS.

Quantas famílias em crise – e que ainda não tenham – vão colocar qualquer uma dessas estruturas?

Bom, talvez o conceito de crise varie com a classe social! Cada vez mais se ajudam as classes mais altas e se dão uns trocos aos outros para eles irem ao tasco beber umas cervejas a ver se morrem mais depressa, assim é menos um ao qual têm de pagar o Rendimento Social de Inserção.

Enquanto isso, “roubam-se” 1500 Euros a um trabalhador devido a um engano no preenchimento do IRS, a entidade patronal rectifica o erro, o contribuinte é informado para “re-meter” a declaração de IRS daquele ano, para no fim concluírem que a mesma foi paga voluntariamente e não há lugar a reembolso! Lindo…

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A crise é relativa

Acabei de ouvir esta frase numa reportagem da RTP, foi nesse momento que comecei a escrever este artigo. Realmente não podia ser mais verdade, a crise não é mesmo para todos! Existem várias pessoas a dizer o mesmo e as que mais o dizem são aquelas a quem a crise chega com mais gravidade.

Algumas até, visivelmente indignadas com o facto da crise não chegar a todos, nomeadamente a quem lhes provocou toda esta crise, os patrões, os políticos, todos os altos cargos que serviram para muita gente amealhar milhões de euros ao longo destes anos. Um dia o dinheiro havia de acabar! Todos esses não estão nem irão estar em crise pois grande parte do dinheiro que falta actualmente a muita gente, está no bolso dessas pessoas.

Uma outra parte foi gasta em infra-estruturas, necessárias ou não, todas elas foram feitas e continua-se a projectar ainda mais. Dou o exemplo das Scut, as chamadas autoestradas sem custos para o utilizador, que foram feitas num momento em que o país podia suportar esse método, neste momento parece-me ter sido um erro, um erro que pode ser corrigido… colocando portagens para tentar reaver algum desse dinheiro gasto, já que não é possível ir buscá-lo ao bolso dos senhores das concessionárias que receberam e continuam a receber milhões de euros do estado português.

Podia alongar-me com mais exemplos mas já dá para ter uma ideia e acho que não vale a pena falar nos buracos financeiros provocados por alguns senhores que eram donos de uns bancos…

Para terminar deixo a minha opinião apenas numa frase, a crise só vai terminar de uma vez por todas quando as pessoas souberem repartir o dinheiro pelos outros, em vez de o amealharem (ou seria mais correcto dizer roubarem?) uns aos outros! Eu até lá, tal como vocês, vou ter de continuar a pagar os meus impostos.

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Para quem mora na cidade e não tem sequer um quintal para plantar cebolas isto não se aplica, essas pessoas são obrigadas a comprar tudo no super-mercado e às vezes sem saber de onde vem nem que produtos foram usados no seu tratamento contra infestantes. Mas no meu caso, aldeão de gema, natural da aldeia pois nem ao hospital fui nascer, as coisas funcionam de forma diferente. Aqui só se compra aquilo que não se produz.

Hoje em dia, mais na aldeia como já referi antes, poucos são aqueles que para além do seu trabalho normal, vulgo emprego, não são obrigados a realizar outras tarefas adicionais nos tempos livres, nas férias, ao fim do trabalho ou até mesmo, em vez do trabalho se for patrão de si próprio como é o meu caso.

Há praticamente duas semanas que os meus procedimentos mais habituais não têm sido os mesmos. Tais como ligar o portátil, aceder à internet, ver as dezenas de e-mails que recebo por dia, ver os meus blogues e outros sites, actualizar, ver se existe algum problema com algum site de um cliente na questão de dominio ou alojamento, etc., mas sim estragar as mãos (coisa que muita gente tem pavor em fazer) sendo elas por exemplo ajudar nas vindimas, no fazer do vinho, nas desfolhadas, e no semear das terras depois de colher o milho. Estive algum tempo sem o fazer mas felizmente já voltei a ter algum calo nas mãos o que me ajuda bastante, se quiserem saber porquê peguem numa ferramenta com cabo (ex. enchada), durante uma tarde sempre a trabalhar sem ter calo nas mãos e vejam o resultado… lol

Bom, felizmente a coisa está agora a acalmar, o vinho ja está nas pipas, o milho praticamente todo guardado, as terras algumas já estão semeadas novamente, apenas faltam algumas, nada que não se faça com um pouco de vontade e um tractor agricola para ajudar.

Em breve tudo regressa à normalidade onde apenas uma coisa me vai preocupar, ir ao campo de vez em quando buscar comida para o gado pois sou o unico que pega no tractor aqui em casa…

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