É tudo uma questão de opinião!


No passado fim de semana fui amavelmente elucidado por um simpático “amigo”, quando educadamente me afirmou que eu (Paulo Varelasou daquele tipo de pessoas que querem mostrar que têm uma opinião sobre tudo e alguma coisa (quando curiosamente o seu próprio blog é que escreve sobre tudo e mais alguma coisa), mas ao fim – afirma – espremendo o conteúdo dos meus textos, apenas se obtém uma argumentação contraditória e oca.

Como este site é mesmo para isso, por muito deselegante que possa parecer aos olhos de certas pessoas esta acção, eu vou aqui dar a minha opinião acerca desse assunto, uma vez que a responsabilidade da linha editorial do blog é minha. Já a dos comentários e o seu nível são da inteira responsabilidade dos leitores que os escrevem.

Talvez essa pessoa tenha razão no que diz… e talvez por isso é que os meus comentários já foram destacados na RTPN, no programa «A Noite as Notícias», uma vez legendando uma imagem e outra opinando sobre um assunto em discussão naquele dia. No entanto a opinião desse simpático ser ilustre e intelectual, que não gosta do que eu estou a fazer neste momento, é de que os meus textos não têm um pingo de inteligência. Considero isso apenas a sua opinião e nada mais!

Tenho ainda a lamentar que esperava mais da sua (aparentemente) nobre inteligência, acho triste que uma pessoa com quem convivi praticamente uma década, não seja capaz de lidar com a popularidade que tem (ou que acha ter) pensando que é superior aos outros por isso, limitando-se a enxovalhar os restantes apenas porque discordam das suas sábias opiniões.

Uma vez uma amiga minha a primeira vez que o viu comentou estas palavras comigo: «não gosto dele!» eu disse que ela nem o conhecia, mas percebo agora que ela não estaria enganada! Curioso…
É com tristeza que acabo por descobrir que ao fim de mais de uma década, essa pessoa deixou de ser (ou nunca foi e disfarçou bem) aquele tipo de pessoa com quem eu gosto de conviver…

Boas Festas

Como há pessoas que apenas têm Internet no trabalho e amanhã podem não ver esta mensagem aqui fica:

Para todos os meus amigos do facebook, conhecidos da internet, visitantes dos meus sites, ex-colegas, seguidores do twitter, fãs das minhas facebook pages e outros companheiros de outras redes sociais – desejos de um Feliz Natal, em paz e alegria, com a família, num lugar quentinho, ou onde vocês mais desejarem e a fazer o que bem entenderem pois eu sei que não tenho nada a ver com isso!

;)

Beijinhos e Abraços!

A política nacional tem andado numa autêntica troca de galhardetes, ou de insultos como alguns já lhe chamaram, causando um ambiente de crispação entre as personalidades que gerem os destinos deste país.

No mandato passado, o Primeiro-ministro José Sócrates foi alvo de várias críticas mas o seu governo sempre teve mão firme nas suas (certas ou não) tomadas de decisão, com uma grande ajuda da sua maioria absoluta, coisa que agora não tem. Não tendo essa maioria a acção do actual executivo não tem sido fácil. Uma constante troca de palavras e, chamo-lhe eu, mais parecem birras de vingança, os partidos da oposição não se cansam de criar dificuldades a José Sócrates em todas as frentes. Não creio que seja este o ambiente que mais parece uma crise política, a melhor forma de governar Portugal e continuar o combate à crise económica.

E enquanto as mais altas (e bem pagas) figuras de estado deste país cumprem o seu papel (definam-no os caríssimos leitores como entenderem), são outras as pessoas e entidades que vão fazendo alguma coisa de útil pela sociedade. Por exemplo:

  • Campanha “Causa Maiorrende 300 mil euros para idosos – RTP Notícias;
  • Tony Carreira canta e Encanta em espectáculo de solidariedade;
  • A missão sorriso com a Leopoldina e a sua Ordem das Asas continua a angariar apoios, não encontrei valores relativos a esta iniciativa que em 2007 rendeu 800 mil EUR;
  • Outras iniciativas idênticas existirão certamente, apenas referi estas como exemplo.

Valha-nos neste país ao menos a boa vontade das pessoas que dele fazem parte, que amam o seu país, que na altura de ajudar alguém mostram que não ficam indiferentes. Parabéns a todos os que puderam contribuir para este tipo de causas.

Encontro com o casal Galvão / Markl

Este artigo inaugura uma nova rubrica aqui no blogue e à qual pretendo dar continuidade na medida proporcional minha inspiração. Aqui fica a primeira:

Um fã encontra o casal Nuno Markl e Ana Galvão que descontraidamente tomam uma bebida num conhecido estabelecimento em Lisboa.

A determinada altura são interpelados por um homem de máquina fotográfica em punho que, abordando o casal pelo lado da mesa onde estava sentado Nuno Markl, mesmo em frente à sua “musa”, lhes dá os bons dias e pergunta: dá-me licença que eu registe uma foto da sua nobre dama?

Nuno pensa rápido e imediatamente pergunta:

- Qual o destino que pretende dar à fotografia? – Questão que o “fotógrafo” logo responde como se tivesse o texto preparado por um guionista das Produções Fictícias:

– Certamente que não a conseguirei vender pois nenhum jornal ou revista teria dinheiro suficiente para pagar uma fotografia da senhora “Galvão Markl”, será apenas um registo para uso pessoal.

Nuno por entre um sorriso, embora desconfiado, teve a necessidade de retirar do bolso um lenço de papel, pois sentiu a sua barba ser abundantemente regada depois de ter escutado aquelas palavras.

É bom lembrar que em todos os simpáticos e felizes anos em que tive o prazer de conviver com colegas de curso, a nova lei do tabaco ainda não existia. Toda a opção que eu tomei ou pudesse ter tomado, de forma a não incomodar os outros com o meu fumo, era ou seria por mero civismo e preocupação com os demais.

Chegaram mesmo a acontecer casos em que, por muito que gostasse do local e da companhia, por vezes era obrigado a abandonar o local por iniciativa própria, sem pedir qualquer satisfação a ninguém (pois não tinha esse direito) sempre que alguma situação não me agradava ou por vezes até me magoava… No entanto nunca ninguém entre os presentes se lembrou que uma simples palavra pode magoar mais do que um soco bem dado! Sempre fui apologista do “NÃO ESTÁS BEM, MUDA-TE!” mais para mim do que para os outros. Daí que por vezes preferia levantar-me e sair…

A nova lei, citando, «Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.»

É esta é a apresentação da Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, que qualquer pessoa que queira discutir o tema, creio que tenha conhecimento.

Ela que contém diversos artigos, números e alíneas. Entre os quais, não apenas aqueles que dão razão aos fumadores passivos no que respeita a quem não querer aguentar involuntariamente o fumo de quem quer «conscientemente envenenar-se».

No entanto a mesma lei também define, legislando portanto, sem discriminação ou preconceito (ao contrário do que alguns pensam) os locais onde qualquer fumador que queira «conscientemente envenenar-se» sem prejudicar ilegalmente os restantes, usando apenas e só, espaços não fechados ou espaços que, mesmo fechados, tenham as devidas condições:

Cito:

5 — (…)

a) Estejam devidamente sinalizadas, com afixação de dísticos em locais visíveis, nos termos do disposto no artigo 6.º;

b) Sejam separadas fisicamente das restantes instalações, ou disponham de dispositivo de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas;

c) Seja garantida a ventilação directa para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.

6 — Nos locais mencionados na alínea q) do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público inferior a 100 m2, o proprietário pode optar por estabelecer a permissão de fumar desde que obedeça aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do número anterior.

Segunda parte:

Um amigo meu disse-me: «Pelos vistos achas que toda a gente deveria sujeitar-se ao fumo.» Nunca disse tal coisa!

E também que «Que fique bem claro: tu fumas PORQUE QUERES e porque não tens força de vontade para mudar isso mas todos respiram porque é uma necessidade…»

Esquecendo o tom de arrogância dessa afirmação, não fumo porque quero, fumo porque sinto necessidade disso, não me peçam para explicar uma coisa que nunca irão perceber pois quem não é fumador dificilmente o compreenderá. E mesmo os ex-fumadores, alguns voltam a fumar outros felizmente conseguem largar o vício, deixo-lhes os meus parabéns, no entanto, penso que, usufruindo da mesma liberdade de expressão que o meu colega que citei anteriormente, também posso afirmar QUE FIQUE BEM CLARO, TODOS SOMOS DIFERENTES E O QUE UNS CONSEGUEM; OUTROS PODEM NÃO CONSEGUIR e acho extremamente estúpido, rebaixante e discriminatório pessoas que não têm legitimidade para falar sobre um assunto delicado como este, se achem sabedoras ao ponto de poderem afirmar certo tipo de coisas… No máximo podem dar a sua opinião, nunca afirmar convictamente que as coisas são assim.

PS – Não creio que essas pessoas tenham mais conhecimentos na área da saúde do que a minha médica de família, que me disse o seguinte: enquanto você não sair da situação em que se encontra (assunto estritamente pessoal) você não vão conseguir deixar de fumar… Eu mesmo assim tentei, mas depois de gastar mais de 100 EUR a coisa não passou de seis meses! :(

Abraços!