Em Braga concentraram-se na tarde deste Domingo algumas dezenas de imigrantes russos e ucranianos que trabalham no nosso país, numa manifestação que visa exigir o regresso da criança ao país que a viu crescer.
A manifestação proporcionou muita emoção à solta e alguns actos mais radicais. Foi o caso de um cidadão russo que, em sinal de protesto, queimou o seu passaporte da Rússia. O cidadão tem a dupla nacionalidade, mas quer assumir apenas a portuguesa pois, segundo afirma, está envergonhado com a forma como as autoridades russas interferiram no caso.
Nikolai Svanidzé é um dos mais conhecidos membros da Câmara Social junto do Presidente da Rússia e este fim-de-semana em entrevista a José Milhazes, da Agência Lusa, teve o cuidado de salientar que, no “caso Alexandra”, os interesses da criança devem ser postos acima do “ponto de vista estatal-patriótico”.
«Se a mãe for tão terrível como se escreve, o destino da criança também será terrível», diz o conselheiro do Presidente Russo.
«Penso que temos forças e braços compridos, incluindo da Câmara Social, para acompanhar este caso. Mas se não se conseguir privar a mãe dos direitos maternais e ela continuar a humilhar a criança… pobre criança», referiu.
Nikolai Svanidzé não escondeu na sua entrevista que o problema da adopção na Rússia é “terrível”.
Sublinha ainda que «Todos nós falamos dos americanos que maltratam as nossas crianças por eles adoptadas. Se se comparar a percentagem de maus tratos em relação às nossas crianças nas famílias americanas e a percentagem de maus tratos e de mortes de crianças nas nossas famílias biológicas, para já não falar das famílias de acolhimento, a percentagem, falando suavemente, não nos é favorável».
«Trata-se de um problema ético, moral. A situação das crianças é pesadíssima, temos um baixo nível de responsabilidade paternal. Semelhantes situações são analisadas, no nosso país, do ponto de vista estatal-patriótico», lamentou.
Há ainda quem defenda que para «O bem de todos, a melhor solução passa pela mãe: Rússia deve aconselha-la a regressar pelo bem da filha e nós Comunidade, Estado e Pais afectivos garantir-lhe que as ajudaremos uma nova vida aqui.»
Fonte: Baseado num artigo da RTP




Todas as crianças precisam de ser tratadas com carinho, certo que não podem sempre fazer tudo o que elas querem, também não acho que devam ser maltratadas só porque querem ir ter com um simples irmão, neste caso, irmã. Ouviu-se em português perfeito, que a menina queria ir ter com a irmã, provavelmente a única pessoa naquela casa que deve imaginar o que ela está a sentir, pois é filha da mesma mãe, e que é capaz de ter um pouco de afecto para lhe dar.
