É bom lembrar que em todos os simpáticos e felizes anos em que tive o prazer de conviver com colegas de curso, a nova lei do tabaco ainda não existia. Toda a opção que eu tomei ou pudesse ter tomado, de forma a não incomodar os outros com o meu fumo, era ou seria por mero civismo e preocupação com os demais.
Chegaram mesmo a acontecer casos em que, por muito que gostasse do local e da companhia, por vezes era obrigado a abandonar o local por iniciativa própria, sem pedir qualquer satisfação a ninguém (pois não tinha esse direito) sempre que alguma situação não me agradava ou por vezes até me magoava… No entanto nunca ninguém entre os presentes se lembrou que uma simples palavra pode magoar mais do que um soco bem dado! Sempre fui apologista do “NÃO ESTÁS BEM, MUDA-TE!” mais para mim do que para os outros. Daí que por vezes preferia levantar-me e sair…
A nova lei, citando, «Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.»
É esta é a apresentação da Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, que qualquer pessoa que queira discutir o tema, creio que tenha conhecimento.
Ela que contém diversos artigos, números e alíneas. Entre os quais, não apenas aqueles que dão razão aos fumadores passivos no que respeita a quem não querer aguentar involuntariamente o fumo de quem quer «conscientemente envenenar-se».
No entanto a mesma lei também define, legislando portanto, sem discriminação ou preconceito (ao contrário do que alguns pensam) os locais onde qualquer fumador que queira «conscientemente envenenar-se» sem prejudicar ilegalmente os restantes, usando apenas e só, espaços não fechados ou espaços que, mesmo fechados, tenham as devidas condições:
Cito:
5 — (…)
a) Estejam devidamente sinalizadas, com afixação de dísticos em locais visíveis, nos termos do disposto no artigo 6.º;
b) Sejam separadas fisicamente das restantes instalações, ou disponham de dispositivo de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas;
c) Seja garantida a ventilação directa para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.
6 — Nos locais mencionados na alínea q) do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público inferior a 100 m2, o proprietário pode optar por estabelecer a permissão de fumar desde que obedeça aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do número anterior.
Segunda parte:
Um amigo meu disse-me: «Pelos vistos achas que toda a gente deveria sujeitar-se ao fumo.» Nunca disse tal coisa!
E também que «Que fique bem claro: tu fumas PORQUE QUERES e porque não tens força de vontade para mudar isso mas todos respiram porque é uma necessidade…»
Esquecendo o tom de arrogância dessa afirmação, não fumo porque quero, fumo porque sinto necessidade disso, não me peçam para explicar uma coisa que nunca irão perceber pois quem não é fumador dificilmente o compreenderá. E mesmo os ex-fumadores, alguns voltam a fumar outros felizmente conseguem largar o vício, deixo-lhes os meus parabéns, no entanto, penso que, usufruindo da mesma liberdade de expressão que o meu colega que citei anteriormente, também posso afirmar QUE FIQUE BEM CLARO, TODOS SOMOS DIFERENTES E O QUE UNS CONSEGUEM; OUTROS PODEM NÃO CONSEGUIR e acho extremamente estúpido, rebaixante e discriminatório pessoas que não têm legitimidade para falar sobre um assunto delicado como este, se achem sabedoras ao ponto de poderem afirmar certo tipo de coisas… No máximo podem dar a sua opinião, nunca afirmar convictamente que as coisas são assim.
PS – Não creio que essas pessoas tenham mais conhecimentos na área da saúde do que a minha médica de família, que me disse o seguinte: enquanto você não sair da situação em que se encontra (assunto estritamente pessoal) você não vão conseguir deixar de fumar… Eu mesmo assim tentei, mas depois de gastar mais de 100 EUR a coisa não passou de seis meses!
Abraços!
Caso goste deste blog subscreva o feed rss: Subscrever RSS feed!
Começo por dizer que não sou médico nem enfermeiro, nem tenho qualquer espécie de cargo como profissional de saúde. No entanto como cidadão creio que posso opinar sobre um tema que está a causar muita controvérsia entre a população portuguesa. Nomeadamente no que respeita à administração da vacina contra o vírus H1N1 em grávidas.




