Archive for Novembro, 2009


É bom lembrar que em todos os simpáticos e felizes anos em que tive o prazer de conviver com colegas de curso, a nova lei do tabaco ainda não existia. Toda a opção que eu tomei ou pudesse ter tomado, de forma a não incomodar os outros com o meu fumo, era ou seria por mero civismo e preocupação com os demais.

Chegaram mesmo a acontecer casos em que, por muito que gostasse do local e da companhia, por vezes era obrigado a abandonar o local por iniciativa própria, sem pedir qualquer satisfação a ninguém (pois não tinha esse direito) sempre que alguma situação não me agradava ou por vezes até me magoava… No entanto nunca ninguém entre os presentes se lembrou que uma simples palavra pode magoar mais do que um soco bem dado! Sempre fui apologista do “NÃO ESTÁS BEM, MUDA-TE!” mais para mim do que para os outros. Daí que por vezes preferia levantar-me e sair…

A nova lei, citando, «Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.»

É esta é a apresentação da Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, que qualquer pessoa que queira discutir o tema, creio que tenha conhecimento.

Ela que contém diversos artigos, números e alíneas. Entre os quais, não apenas aqueles que dão razão aos fumadores passivos no que respeita a quem não querer aguentar involuntariamente o fumo de quem quer «conscientemente envenenar-se».

No entanto a mesma lei também define, legislando portanto, sem discriminação ou preconceito (ao contrário do que alguns pensam) os locais onde qualquer fumador que queira «conscientemente envenenar-se» sem prejudicar ilegalmente os restantes, usando apenas e só, espaços não fechados ou espaços que, mesmo fechados, tenham as devidas condições:

Cito:

5 — (…)

a) Estejam devidamente sinalizadas, com afixação de dísticos em locais visíveis, nos termos do disposto no artigo 6.º;

b) Sejam separadas fisicamente das restantes instalações, ou disponham de dispositivo de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas;

c) Seja garantida a ventilação directa para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.

6 — Nos locais mencionados na alínea q) do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público inferior a 100 m2, o proprietário pode optar por estabelecer a permissão de fumar desde que obedeça aos requisitos mencionados nas alíneas a), b) e c) do número anterior.

Segunda parte:

Um amigo meu disse-me: «Pelos vistos achas que toda a gente deveria sujeitar-se ao fumo.» Nunca disse tal coisa!

E também que «Que fique bem claro: tu fumas PORQUE QUERES e porque não tens força de vontade para mudar isso mas todos respiram porque é uma necessidade…»

Esquecendo o tom de arrogância dessa afirmação, não fumo porque quero, fumo porque sinto necessidade disso, não me peçam para explicar uma coisa que nunca irão perceber pois quem não é fumador dificilmente o compreenderá. E mesmo os ex-fumadores, alguns voltam a fumar outros felizmente conseguem largar o vício, deixo-lhes os meus parabéns, no entanto, penso que, usufruindo da mesma liberdade de expressão que o meu colega que citei anteriormente, também posso afirmar QUE FIQUE BEM CLARO, TODOS SOMOS DIFERENTES E O QUE UNS CONSEGUEM; OUTROS PODEM NÃO CONSEGUIR e acho extremamente estúpido, rebaixante e discriminatório pessoas que não têm legitimidade para falar sobre um assunto delicado como este, se achem sabedoras ao ponto de poderem afirmar certo tipo de coisas… No máximo podem dar a sua opinião, nunca afirmar convictamente que as coisas são assim.

PS – Não creio que essas pessoas tenham mais conhecimentos na área da saúde do que a minha médica de família, que me disse o seguinte: enquanto você não sair da situação em que se encontra (assunto estritamente pessoal) você não vão conseguir deixar de fumar… Eu mesmo assim tentei, mas depois de gastar mais de 100 EUR a coisa não passou de seis meses! :(

Abraços!

vacinaComeço por dizer que não sou médico nem enfermeiro, nem tenho qualquer espécie de cargo como profissional de saúde. No entanto como cidadão creio que posso opinar sobre um tema que está a causar muita controvérsia entre a população portuguesa. Nomeadamente no que respeita à administração da vacina contra o vírus H1N1 em grávidas.

Numa breve pesquisa na Internet não encontrei nenhuma entidade credível com argumentos que me convencessem que a vacina contra a Gripe A (Pandemrix) era mesmo eficaz e por isso poderia ser administrada sem problemas em todos os chamados grupos de risco. Portanto não acho  normal que as pessoas, sendo elas grupos de risco, tenham de ser usadas como cobaias para ver se realmente a vacina funciona ou não, pior ainda é faze-lo em colocando ao mesmo tempo duas (ou mais) vidas em risco com cada vacina administrada.

Recentemente uma grávida de 34 semanas deu à luz um feto já sem vida, dias depois de ter sido vacinada contra a Gripe A. Vários responsáveis de saúde e obstetrícia dizem que não há qualquer relação causa/efeito que aponte que a situação se deu devido à vacina tomada. Acrescentando ainda que ocorrem cerca de 300 casos desses em Portugal o que daria uma média de praticamente um por dia.

Dois dias depois, segundo o jornal Público, há um segundo caso idêntico, e se por um lado, tendo em conta a média que referi acima, seria um dado normal, por outro surge a pergunta: E se não tivesse sido vacinada  teria acontecido, ou simplesmente não teria sido notícia?…

Este segundo caso veio aquecer ainda mais a discussão sobre este tema assim como aumentar a preocupação das grávidas e familiares que simplesmente não sabem se devem ou não aceitar a dita vacina.

Consegui também recolher comentários que afirmam que «O esqualeno torna o sistema imunitário super-activo e, portanto, pode atacar o feto.» Além disso, numa pesquisa um nadinha mais exaustiva, facilmente se encontra mais informação relativa à eficácia desta vacina. Por exemplo numa pequena visita ao blog “o que não se sabe” onde encontramos a informação já seleccionada, comentada e os respectivos links fonte. Já para não falar de histórias mais chocantes as quais não tive oportunidade de verificar a sua veracidade.

Num cenário desta natureza é quase caso para dizer, se não morrerem da doença morrem da cura! Eu é que não a tomo – dizem os médicos!

Na minha opinião e, face à quantidade de casos que têm surgido e não é só em Portugal, uma vez que não está provada a eficácia desta vacina, ela deveria ser imediatamente suspensa, da mesma forma como não foi sequer autorizada por exemplo nos EUA e na Espanha! Será que algum dia Portugal vai aprender alguma coisa com outros os países mais desenvolvidos?…

Alguém ainda consegue alegar, tal como eu já vi, que o caso do post anterior é apenas e só um de vários casos? Então que fiquem quietos e deixem morrer o mundo lentamente…

Já foi mais que dito por diversa gente que a culpa principal de a pequena Alexandra ter sido entregue à mãe biológia, que imediatamente a levou para a Rússia (para viver numa degradada casa em Pretchistoe), foi do Tribunal da Relação de Guimarães, resumindo… do estado português.

Também foi culpa do estado português, o facto de a menina ter ficado tanto tempo entregue a um casal de acolhimento, quando o ideal, para não vincular muito as relações afectivas, facilitando assim a altura da separação, seria ter acelerado o processo dando-lhe toda a atenção que ele merecia, a minha opinião é que não mereceu praticamente nenhuma… Tal como ouvi alguém recentemente dizer na TVI, será que o estado trata os filhos dos imigrantes de forma diferente?!

Autoridades Russas têm razão

Consta que as autoridades Russas resumem numa frase apenas e com razão, tudo aquilo que têm a dizer a Portugal sobre o assunto, sendo algo deste género: Vocês tiveram a criança durante seis anos, não resolveram nada e mandaram-na para cá, agora querem-na de volta? Não confundir o Estado (Justiça) com as pessoas que se preocupam com a Alexandra pois são essas as que mais querem a menina de volta, o Estado Português por vontade própria esqueceria o assunto, mesmo sabendo que disso depende o futuro de uma criança! Chama-se a isso lavar as mãos e agora a Rússia que resolva o problema… É nisso que eu lhes dou uma certa razão! A Rússia não tem culpa nenhuma que Portugal tenha cometido um erro ou que não tenha tido a devida competência para resolver ou arranjar uma solução mais… humana para este caso!

As proprias autoridades locais disseram à SIC que «Portugal é que a enviou para cá» acrescentando ainda que «não acreditam que um Tribunal Russo fizesse isso a uma criança»! Qualquer pessoa entende que por eles a menina nunca teria ido para a Rússia. Isso leva-me a pensar que Portugal tem muito que aprender com as “velhas potências mundiais” para se tornar num país mais evoluído… Estarei errado?

Natália visivelmente embriagada e desorientada

Notou-se durante a entrevista de Jozé Milhazes para a SIC que Natália estava visivelmente embriagada e pareceu-me desorientada, não quer vir para Portugal mas anda a tratar dos passa-portes… Porquê? Claramente Natália não sabe o que fazer à vida, como poderá ela dar um futuro a esta criança?

Alexandra feliz no infantário

O único local que tenho visto a Alexandra feliz é no infantário, onde juntamente com outras crianças brinca e se vai integrando porque sente a necessidade de ser feliz. Pelo menos lá penso que a criança é bem tratada! Não sei se tenho algum leitor psicólogo ou mais especialista nessa matéria, que possa explicar melhor isso mas julgo que seria pior caso a criança se tentasse refugiar, isolando-se dos colegas pois isso iria contribuir para uma tristeza muito maior.

Por último, e sem prever o fim desta história complicada, só espero (para o bem da criança) que não seja cometido o mesmo erro, como por exemplo, o de entregar a criança definitivamente, e desta vez, ao pai biológico, que nunca quis saber da filha, que já a quis vender por 30.000 EUR (!) , que sempre defendeu e ainda defende a mãe ao dizer que o que falam dela é tudo mentira, sabendo ele certamente que é tudo verdade. Para além disso, a própria Polícia da vila onde a menina vive agora afirma à SIC que não são apenas os vizinhos a se queixarem de Natália, até eles se queixam! Quando o jornalista lhes pergunta «E queixam-se a quem?», «A nós mesmos!…» – responde o Agente entre risos. Será que já é a Polícia que anda a inventar coisas ou a Natália e os seus “defensores” pensam que andamos todos a dormir?!…

foto: darussia.blogspot.com

foto: darussia.blogspot.com

Agora gostaria de deixar uma pergunta/sugestão no ar, será que no meio de tanta legislação, diplomacia, conceitos vagos de um tal “superior interesse da criança” que é constantemente ignorado por nem saberem o que ele diz, tanta gente a trabalhar em organismos públicos, falo de Portugal pois não conheço a Rússia, mas gostaria de me dirigir também a eles, não haverá ninguém inteligente, competente, humano, que se preocupe com esta criança e que saiba resolver o problema de uma vez por todas, mesmo que para isso tenha que “passar à frente” uma alínea de tanta lei por vezes idiota e vaga e interpretada de várias formas dependendo da pessoa que está a ser julgada, de conceitos que ninguém compreende, alguém capaz de dar um rumo melhor a tudo isto? Tudo pela felicidade de uma criança de seis anos?!

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