«“O problema dos que exigem que a menina seja devolvida a Portugal consiste em que eles propõem criar um precedente mundial de renúncia aos direitos paternais e começar um processo universal de redistribuição das crianças segundo o princípio da eugénica”, escreve Olga Sagareva no jornal electrónico “Novie Khroniki”.
“Ou seja, retirar todas as crianças às mães alcoólicas associais, às mães pobres, infectadas com o vírus da SIDA em África e enviá-las para Portugal, para os tios e tias ricas. Retirar todas as crianças africanas aos países e entregá-las a Madonna e Angelina, enviá-las para os Estados Unidos, para o Pólo Norte”, sublinha.»
In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1248830
Apesar do apelo do MNE Russo parece-me que a qualidade jornalística, neste caso Russa, continua a mesma.
A não ser que seja pura ironia pois não consegui encontrar a fonte, não consigo perceber como uma pessoa que faz tão absurda comparação (na minha opinião) consegue ser jornalista! Ainda por cima penso que está a fazer um mau jornalismo (ou a tradução foi mal feita) ao afirmar que «eles propõem criar um precedente mundial de renúncia aos direitos paternais».
Nunca vi ninguém fazer tal “proposta”, parece-me ser uma apreciação da jornalista na sua pessoa, tipo jornalismo à Manuela Moura Guedes… Esta afirmação parece mais de uma advogada da mãe biológica do que de uma jornalista!
Por outro lado nem se pode comparar o que esta senhora refere no seu artigo com o caso da Alexandra porque os casos não são sequer comparáveis. O cerne da questão aqui é corrigir uma coisa que foi mal feita e não propriamente criar um exemplo a ser seguido mundialmente, muito menos aplicando-o a casos completamente distintos!

Os adultos devem pensar muito bem aquilo que dizem e fazem, pois muitas vezes os resultados são casos como o da Xana!
Peço um favor às pessoas que se preocupam em falar (a favor ou contra) sobre este caso em particular – o da Alexandra: meditem um pouco antes de expressarem ou apoiarem este tipo de opiniões e concentrem-se apenas no futuro e na felicidade e bem-estar desta criança.
Só assim poderão compreender que a intenção de pedir que a pequena Alexandra volte para Portugal não é, nem pode ser feita/vista como uma guerra que queremos vencer e sair como heróis, tal como fez a Rússia (a ver pela imprensa), mas sim em proporcionar melhores condições de vida a um “simples” ser humano.
Reparemos que esta criança foi retirada de um ambiente de felicidade e bem-estar que muitos invejam até em Portugal (e não estou a falar de dinheiro especificamente), tendo sido entregue “de mão beijada” a “uma família Russa” que tem neste momento um rendimento que não chega aos 500 euros e tem cinco pessoas para sustentar, uma delas tem seis anos de idade e precisa, mais do que ninguém, de alguém com capacidade para a ajudar a vencer na vida para que não lhe venha um dia a acontecer o que aconteceu com a mãe Natália.
Uma nota final para a petição internacional que está a decorrer que está prestes a chegar às vinte mil assinaturas! Mesmo não tendo todos os elementos para ser considerada tão legal como uma petição em papel, tem um grande valor simbólico e de impacto mundial, uma vez que já foi referenciada diversas vezes pela imprensa quer portuguesa quer russa e nela podemos encontrar registos vindos de qualquer parte do mundo. Podem-me acusar de estar a ser sabotada mas eu, como administrador da mesma, tenho acesso aos IP’s dos assinantes e verifico regular e aleatoriamente alguns registos para ver se a origem do IP coincide com a localidade e país que a pessoa preencheu. Informaticamente está tudo bem e se por acaso existirem registos duplicados é porque as pessoas assinam a petição com ligações à internet diferentes, consequentemente com IP’s diferentes, o que faz com que o site onde está alojada a petição, que é da responsabilidade da entidade que o administra, não consiga filtrar esses registos duplicados. Ressalvo ainda que as pessoas para participar numa petição online são obrigadas a concordar com os termos de utilização do site onde a mesma está alojada, normalmente ninguém se dá ao trabalho de ler esse texto porque é sempre bastante extenso, precisamente para salvaguardar todas as possíveis situações de fraude que podem existir. Portanto apelo a quem pensar em assinar duas vezes a petição que pense também duas vezes antes de o fazer…